Manifesto da Blossom

Quantos C’s cabem dentro da Consultoria de Imagem?

Coloquei-me esta questão há meses e fui polindo as respostas com o tempo. Conto 12.

Sinto que acabei por fazer uma espécie de MANIFESTO. Reflete a minha visão sobre a profissão e é um preview do espírito do curso de consultoria de imagem da Blossom.

Quando observo a banalização que este trabalho tem tido e a forma pouco recomendável como se faz a sua divulgação, gosto de pôr os pés na terra e perguntar-me: PORQUE É QUE CONTINUO A SER CONSULTORA DE IMAGEM?

Se o leitor tiver interesse pela área porque já lá trabalha ou gostaria de começar, sugiro que me acompanhe.

Com a edição de verão de curso de consultoria de imagem à porta, partilho tudo consigo porque muito do que aqui escrevo é aprofundado nas aulas.

As minhas respostas continuam a deixar-me entusiasmada. Veja se lhe acontece o mesmo e depois conte-me, pode ser?

 

12 C’s ou um Manifesto para a Blossom.

(Começo e termino com os que considero mais importantes embora não tenha definido uma ordem específica.)

1. CURIOSIDADE

Quando somos consultores, o ponto de partida tem de ser a CURIOSIDADE pelo cliente. Cada pessoa traz consigo um universo estético que só pode começar a ser percebido com perguntas, abertura e grandes doses de empatia.  

2. CONTEXTO

O que faz um consultor de imagem? Como deve posicionar-se perante o cliente? O que tem de saber? Que técnicas deve dominar? Como está o mundo hoje e o que é que as pessoas procuram

3. CULTURA

Aconselhar estratégias de estilo a pessoas com gostos e hábitos totalmente diferentes do nosso implica EXPANDIR a cultura de moda e a cultura visual. Nos cursos da Blossom insisto neste ponto e partilho imensa bibliografia, sugestões cinéfilas e outros recursos preciosos de pesquisa e inspiração.

4. COMUNICAÇÃO

O que é que o cliente quer comunicar? Como é que visualizamos os conceitos que quer transmitir-nos? Palavras e imagens devem ser alinhadas para que não existam mal entendidos.

5. CORPO

Biótipos, regras, padrões de beleza, do’s and don’ts? Isto ainda fará sentido? Nesta profissão ajudamos pessoas a vestirem os seus corpos. A chave é entender como se sentem e como querem que o espelho lhes confirme a imagem que têm de si próprios. O que vestimos faz parte da construção da nossa identidade. Já lhe falei da importância da curiosidade, não falei?

6. CÓDIGOS

A linguagem das roupas é um tema que me fascina desde que me lembro de começar a escrever. Falei disso aqui. Tudo o que usamos transmite mensagens. É um mundo. E é maravilhoso. 

7. CORES

Quando se pensa neste assunto, surge (quase sempre) o tema da coloração pessoal como ponto de partida para definir uma série de coisas. Concordo pouco com esta perspectiva e há um curso novo a chegar para aprofundar outra visão.

8. COORDENAÇÃO

O styling está para a moda como a pontuação está para a escrita. É ele que dá a entoação, enfatiza mensagens ou altera sentidos. Pode acrescentar humor, seriedade, sensualidade, dissonância ou qualquer outro conceito à escolha.

9. CLOSETS

O acervo de roupa e acessórios de cada pessoa é uma fonte riquíssima de informação. Pode ser um repositório de memórias ou uma declaração de intenções (Hello corpo esbelto ou lifestyle imaginário!). Mais realistas e funcionais ou desfasados do dia-a-dia dos seus proprietários, os armários são um ponto de passagem incontornável no nosso trabalho.

10. COMPRAS

Os clientes podem amar ou odiar. Podem ser racionais ou emocionais. A forma como compram e distribuem orçamentos é variável e a meu ver, não deve ser evangelizada para caminhos de minimalismo, excessos ou modas. Devemos guiar cada cliente como lhe for mais conveniente dentro dos objectivos que definiu.

11. CORPORATE

Um target que pode ser paralelo, central ou inexistente na forma como cada aluno quiser desenvolver a sua marca. Trabalhar com o mundo empresarial é uma possibilidade a considerar. Interessantíssima, na minha perspectiva.

12. CRIATIVIDADE

Termino com uma das minhas palavras favoritas. Podia dissertar sobre a sua importância mas se o leitor der um salto ao dicionário, vai entender-me logo. Usamo-la diariamente nesta profissão e desengane-se quem pensar que ser consultor é seguir regras e apresentar caminhos pré desenhados com base em meia dúzia de técnicas. Que graça teria?

Dora Dias

Fundei a Blossom Image Consulting em 2009, uma das pioneiras na área da consultoria de imagem em Portugal.

Além de ser consultora de imagem para clientes particulares e corporativos, formo profissionais nesta área através de cursos da Blossom que têm diferentes níveis de especialização e uma abordagem multidisciplinar.

A MINHA VISÃO

Defendo que ajudar os outros na descoberta e afirmação do seu estilo pessoal é um processo que deve contemplar uma multiplicidade de abordagens, excluindo rótulos, regras e teorias pré-definidas. Por acreditar que “cada pessoa é um mundo*”, procuro compreender incessantemente a relação dos clientes com a sua imagem e as várias camadas que compõem o universo estético individual.

Partilhar a experiência profissional dos últimos 20 é um dos meus grandes prazeres e continuo a acreditar que o mundo é um lugar fascinante quando criamos harmonia à nossa volta e nos interessamos genuinamente uns pelos outros.

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