Arquivos Mensais:Setembro de 2013

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Isabel Marant e a H&M

Depois do sucesso das colaborações com a Versace, Lanvin, Stella McCartney ou Marni, a H&M já tinha anunciado o criador seguinte – Isabel Marant.

Esta coleção era aguadada com expetativa e as imagens são agora reveladas. Nomes como Lou Doillon, Alek Wek ou Milla Jovovich, protagonizam a campanha e vestem as peças que resultaram desta parceria.

Deixo-vos a primeira parte da coleção que inclui skinnies estampadas, malhas oversize, casacos em bouclé,  sapatos com tachas e fazenda espinhada, botins com franjas e vestidos fluídos – elementos-chave de Marant.

Este estilo francês despretensioso e urbano tem fãs por toda a parte. E vocês, gostam?

A coleção vai para as lojas a 14 de Novembro.

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Inspirações – O QUE VOU VESTIR HOJE?

Ainda há calor lá fora mas, a vontade de experimentar outras combinações de cores e materiais é grande.

Três ideias a olhar para o Outono e também para o grande evento desta noite. (Já escolheram o vosso percurso?)

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Há muitas mais sugestões no nosso livro “O que vou vestir hoje?” que podem comprar aqui.

As marcas que usei estão todas aqui e servem como fonte de inspiração…

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As cores de 2014

No curso de consultoria de imagem da Blossom falo sempre da coordenação e da evolução do nosso gosto pessoal.

Umas das formas mais simples de atualizar a nossa imagem é através do uso das cores. A cor é SEMPRE o elemento com mais impacto do nosso look. A mensagem que queremos passar, entre outros aspetos, é percecionada pela forma como misturamos as cores.

O nosso estilo pode ser mais apurado quando coordenamos cores que revelam quem somos. (Mais reservadas – tons escuros; mais sensuais – cores de frutos vermelhos; mais tímidas – cores pastel; mais trendy – misturas inusitadas; mais criativas – contrastes fortes… e por aí adiante)

A Pantone deu a conhecer as cores chave para senhora para a primeira metade de 2014, ou seja, para as coleções de Primavera/Verão.  A paleta inclui cores fortes que se misturam com tons neutros, que não são apenas os cinzas, beges ou toupeira. O grupo de neutros passa a incluir o “Placid Blue”. Este azul claro, associa-se ao céu e transmite uma mensagem de esperança.

A maioria dos designers usou o “Dazzling Blue” nas suas coleções, seguido do “Purple Tulip”. Os blocos de cor fortíssimos das estações passadas são agora suavizados por cores claras como o azul claro, o “Violet Tulip”, o “Sand” ou o “Hemlock”.

Aqui estão elas:

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E para vos dar algumas ideias de coordenação, produzi alguns looks com as cores da próxima Primavera 2014. Podem encontrá-los todos aqui.

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Há mulheres mais resistentes à mudança e que não gostam de sair da sua zona de conforto. Não vamos forçar! Mas tem muita piada quando se arrisca, quando se introduz algo novo na forma como habitualmente se usam a roupa e as cores.

São novas perspetivas que surjem e horizontes que se alargam. E porque não arriscar se fizer sentido para quem usa?

Se não funcionar, também não é grave. Serviu como experiência. O que importa é tentar e estar recetiva a novidades.

 

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As falsas necessidades

Li recentemente um artigo da Suzy Menkes (para quem não conhece, é uma das grandes jornalistas de moda da atualidade e é colaboradora do International Herald Tribune) que fala sobre a velocidade frenética com que as coleções se sucedem no panorâma internacional.  Menkes fala das dificuldades que os jovens designers sentem em produzir coleção atrás de coleção, a uma velocidade alucinante de 6 a 10 desfiles por ano. Pensar apenas em Primavera/Verão e Outono/Inverno já não é suficiente. O mercado internacional impõe um ritmo veloz, onde algumas marcas chegam a apresentar 10 coleções ao ano que se desdobram em linhas de pre-fall, resort, homem (a duplicar – Primavera/Verão e Outono/Inverno), coleções específicas para a Ásia, Brasil ou Dubai e, por vezes, couture. É de loucos.

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E a pergunta que se impõe é? Porque tantas coleções? As peças não chegam a estar mais de 5 semanas nas lojas e há uma rotatividade constante. As peças chave das principais marcas são as mais desejadas e aquelas que raramente estão disponíveis.

” (…) Who are the crazy ones? The buying public demanding fashion now!, clicking online to buy during Burberry’s live-stream runway show months before the clothes are produced for the stores? The online shoppers hitting on special delivery pieces from Net-a-Porter that no one else will have — at least for the next two weeks?

Or has fashion itself gone mad, gathering speed so ferociously that it seems as if the only true luxury today is the ability to buy new and exclusive clothes every microsecond? (…)”

O comércio online veio acelerar tudo e existe uma falsa necessidade de “ter primeiro”.

“Ter mais.”

“Ter qualquer coisa que ninguém tem… nem que seja por duas semanas”, como refere Menkes.

A partir daí, existe uma massificação. Cópias atrás de cópias. As cadeias de fast fashion (Zaras e afins) perpetuam este espírito de usar e deitar fora. As peças são giras, apelativas, trendy. Enchem o olho mas depois cansam. “Óptimo, assim compra-se mais.”
E entra-se num ciclo vicioso em que existe a sensação de que se precisa de mais. E é mentira.

Quanto mais se tem, menos se usa. Menos se vive aquilo que se veste.

O vício de comprar confunde as pessoas. É dispendioso e inútil. Mas as pessoas parecem não se importar muito com isso. São raras aquelas que ficam aborrecidas por gastar, €10, €20, €50 ou €100 (ou muito mais) em qualquer coisa que nunca usam mas que está algures pendurada num armário a abarrotar.

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Começa o caos, a confusão e, ao mesmo tempo o esquecimento (daquilo que se comprou e nunca se usou e se perdeu algures entre cabides e gavetas sobrelotadas). E aumenta a sensação de necessidade.

O consumo inteligente deve ser conscienteO lado refrescante da moda, usado a nosso favor, faz todo o sentido e pode ser encarado como qualquer outro prazer.

Quando passa a ser um vício, ainda faz sentido?