Diana Vreeland, “A” editora de moda e a pioneira da profissão!
Casada com Thomas Vreeland, um banqueiro de NY, Diana frequentava a sociedade Nova Iorquina e, segundo “reza a lenda”, foi descoberta por Carmen Snow (a directora da Harper’s Bazaar), enquanto dançava com um vestido Chanel! Snow pensou que seria óptimo para a revista, ter uma colaboradora cheia de estilo!
Diana começou a escrever em 1936 a mítica coluna “Why Don’t You…?” onde dava dicas de moda, um tanto ou quanto polémicas como por exemplo… “Porque não lava os cabelos claros do seu filho com o champanhe que sobrou de ontem à noite?” ou “Porque é que não usa 3 diamantes presos no cabelo como a Duquesa de Windsor?”
Em 1939 tornou-se na primeira editora de moda do mundo! As suas produções super luxuosas e o seu estilo super extravagante reflectiam-se na sua vida quotidiana!
Durante 25 anos o seu talento esteve ao serviço da Bazaar e mais tarde, em 1962 quando o empresário Sam Newhouse comprou a Condé Nast e ofereceu a Vogue à sua mulher, esta exigiu a contratação de Vreeland como editora de moda.
Diana recebia um salário altíssimo, tinha um motorista particular e um crédito ilimitado para cuidar da sua própria imagem. Era uma mulher fortíssima, com uma personalidade muito especial!
Usou sempre o mesmo corte de cabelo, preto e puxado para trás. Adorava verniz e batom vermelhos! Talvez fosse por isso que a sua casa e o seu escritório na Vogue tinham paredes vermelhas!!
Descobriu algumas das mais conhecidas manequins como por exemplo Twiggy, Marisa Berenson, Verushka e Lauren Hutton, que imortalizou nos seus editoriais!
No círculo de amizades de Vreeland, circulavam nomes como Rudolf Nureyev, Coco Chanel, Jackie Kennedy e Andy Warhol.
Diana saiu da Vogue em 1971 porque estoirou o orçamento da revista. Tinha equipas de fotografia espalhadas pelo mundo e não olhava nunca para as despesas!
Depois da Vogue, Diana tornou-se consultora do Costume Institute do Metropolitan Museum de NY, graças à sua amizade com Jackie O!
Entre 1972 e 1989 criou exposições memoráveis como a “The World of Balenciaga” (o seu criador de eleição), “Hollywood Design” (1974), “The Glory of Russian Costume” (1976), e “Vanity Fair” (1977).
Faleceu em 1989, cega e sem dinheiro. Recebia visitas diárias do seu amigo André Leon Talley que a punha a par das novidades do mundo da moda.
Segundo consta, Diana dizia sobre a sua cegueira “Os meus olhos cansaram-se de ver coisas bonitas.”
Algumas das frases de Vreeland que ficaram para sempre:
“O dinheiro ajuda a tomar café na cama. O Estilo ajuda a descer uma escada.”
“O biquini foi a invenção mais importante do século 20, depois da bomba atômica”.
“Se não se vestir bem durante todos os dias da sua vida, jamais estará bem vestida num sábado à noite!”
“A roupa não nos leva a lugar nenhum. A vida que se vive nela leva!”
“A modelo ideal não tem que ser perfeita, nem bela, mas sim espelhar alma nas roupas!”
“As blue jeans são a coisa mais bonita que existe desde a gondola!”








